Olá exploradores,
Voltámos para vos trazer algumas novidades...
Ao longo do último ano escutista várias vezes ouviram falar sobre as comemorações dos 85 anos do nosso agrupamento. Pois é... A data está cada vez mais próxima. É já no próximo dia 30 de Agosto de 2010 que alcançamos os nossos 85 anos. Foi neste dia que se realizaram as primeiras promessas do agrupamento.
Para assinalar esta data realizaremos uma eucaristia no próximo dia 29 de Agosto (Domingo), na Igreja Matriz de Santa Maria Maior. Foi neste local que os primeiros escuteiros do antigo grupo 19 realizaram a sua promessa, originando mais tarde o actual agrupamento 20 do CNE.
Assim iniciou-se a aventura do escutismo na Região da Guarda.
É tempo de celebrar! Deste modo, todo o agrupamento (incluindo vocês) devem comparecer às 17 horas à porta da Igreja. Não se esqueçam que devem ir devidamente uniformizados.
Também os pais, familiares e amigos estão convidados para partilhar esta nossa alegria. Contamos com a sua presença a partir das 18 horas no mesmo local.
Confirmem-nos a vossa presença!
Agora deixamo-vos com um pouco de história...
Canhotas!
História do Agrupamento
Tudo começa no ano de 1924, quando um grupo de entusiastas pela ideia do Escutismo se começa a reunir com a intenção de criar um grupo na Covilhã.
Abrem-se as inscrições e cerca de 200 jovens inscrevem-se com a intenção de fazerem parte dos Escuteiros. Da ideia e do papel passa-se à acção e começam as reuniões.
A data oficial da fundação é a data das promessas dos primeiros escutas da Covilhã. Para a história fica o dia 30 de Agosto de 1925 como o dia da fundação do Grupo Nº 19, que mais tarde daria origem ao Agrupamento Nº 20.
Tudo isto se fica a dever ao entusiasmo de três pessoas que não podemos esquecer: Pe. José Fino Beja, Ten. Carlos Alberto Godinho e Francisco Fernandes Pombo. Ficam também para recordar os nomes das primeiras quatro Patrulhas: Leão, Raposa, Pavão e Foca.
O dia 30 de Agosto de 1925 teve, como seria de esperar, um programa especial. Pelas 10 horas realizou-se a Eucaristia, com as promessas na Igreja de Santa Maria. De seguida houve um desfile em formatura, desde a Sede até à Praça do Município. Durante a tarde uma delegação dirigiu-se à cidade da Guarda para apresentar a associação ao Senhor Bispo.
Enquanto os escutas fizeram a sua promessa em Agosto, os Lobitos realizaram as suas primeiras promessas no dia 3 de Janeiro de 1926.
Ainda no ano de 1926 o Agrupamento participa no 1º Acampamento Nacional que se realiza em Aljubarrota. Deste 1º ACANAC destacamos uma notícia publicada na Flor de Liz: “Os Escuteiros da Covilhã ficaram notados pela cozinha e tenda, pelos seus cantos regionalistas, pelos seus fogos e marchas e ainda pela vivacidade que em tudo se nota, tendo sido louvados, no acampamento pelos seus superiores, em formatura e em presença de todos os Scouts.”
No ano de 1927 é filiado o Grupo Nº 3 de Seniores, tendo como patrono Egas Moniz.
Em 1932 realiza-se na Covilhã um Congresso sobre Escutismo. Das muitas presenças, destaca-se a dos Dirigentes Nacionais D. José de Lencastre e Mons. Avelino Gonçalves.
Nos anos que se seguiram, além das muitas actividades realizadas, os Escuteiros da Covilhã deslocaram-se a muitas localidades a convite dos párocos destas, fazendo pequenas demonstrações escutistas, participando na eucaristia e em pequenos convívios com as populações.
A Covilhã foi o berço do Escutismo na Região da Guarda. Além de servirem um pouco de embaixadores, com a visita a várias localidades, foi também da Covilhã que saíram vários escuteiros que levaram a ideia e os conhecimentos que conduziram à criação de outros grupos na Região.
Fruto deste dinamismo e da vontade de expandir o escutismo pela Região foi criada na Covilhã a primeira Junta Regional da Guarda. As primeiras juntas eram constituídas quase exclusivamente por Chefes da Covilhã , dos quais se salientam o Tenente Carlos Alberto Godinho, 1º Comissário Regional, a que se seguiram o Tenente Coronel Matoso e Manuel Alves Pereira. O primeiro e durante muitos anos, Assistente Regional foi o Rev. Padre Francisco Morgadinho, também Assistente do Agrupamento da Covilhã.
No Agrupamento estão filiados: a Alcateia Nº 1, tendo como patrono S. Francisco Álvares, Grupo Explorador Nº 1 - Patrono Beato Nuno Álvares, Grupo Pioneiro Nº 1 - Patrono S. José e Clã Nº 10 - Patrono S. Paulo; o Patrono do Agrupamento é Pêro da Covilhã.
Em consequência do dinamismo dos Escuteiros da Covilhã e da Junta Regional, realiza-se nesta cidade, em 9, 10 e 11 de Junho de 1944 um Conselho Nacional.
Em 1964 realiza-se na Covilhã - Senhora do Carmo o XII Acampamento Nacional. Cerca de 1200 Escuteiros - portugueses, polacos, espanhóis, holandeses, ingleses e do Liechtenstein viveram em Agosto, a maior festa do Escutismo em Portugal, até então. Foram dias grandes estes que se viveram no XII ACANAC. A cerimónia de inauguração, os fogos de conselho, as excursões à Serra e o grande desfile em formatura de cerca de 800 escuteiros pelas ruas da cidade até à Câmara Municipal onde foram recebidos numa bonita cerimónia pelo então Presidente, o Dr. Ranito Baltazar, foram algumas das actividades que foram realizadas.
Nas últimas décadas o dinamismo tem-se mantido. Podemos destacar algumas actividades como sejam: a realização do Presépio ao Vivo, do Festival da Canção, o Cantar das Janeiras, a participação no Corso Carnavalesco, a participação e co-organização do ACAR - Acampamento do Ar aquando das Comemorações do Dia da Força Aérea Portuguesa na Covilhã, o Acampamento Regional no Pião, Sessão Solene do 75ª Aniversário da Junta Regional da Guarda, o Dia Regional do Lobito, realizado no dia 6 de Junho de 2004 com a presença de 500 escuteiros, o Dia Regional do Pioneiro em 2005 e mais recentemente em 2007 a Feira dos Agrupamentos realizada no Pavilhão da ANIL que foi ao mesmo tempo a Abertura Oficial das Comemorações dos 80 anos da Junta Regional da Guarda, a participação em vários Acampamentos Regionais e Nacionais, dos quais se destaca a participação com 67 elementos no último Acampamento Nacional realizado em 2007 em Idanha-a-Nova e no I Rover Ibérico realizado na Serra de Gredos - Espanha. Mantivemos igualmente durante cerca de dez anos, um programa na Rádio Clube da Covilhã intitulado Divulga.
Na linha de serviço comunitário podemos referir a participação/organização de procissões, colaboração em vários peditórios anuais da Fundação Portuguesa de Cardiologia, Cáritas, Leprosos, ACAPO, ACM, Pirilampo Mágico e Banco Alimentar. Colaboração nas provas de atletismo da Junta de Freguesia da Conceição, S. Silvestre dos Deficientes (ACM) e Meeting’s de Atletismo que se realizam no Complexo Desportivo da Covilhã, bem como na cerimónia da Benção das Pastas da Universidade da Beira Interior, além de outras colaborações pontuais com outras associações/instituições quer com a nossa presença ou no empréstimo de material. Do mesmo modo recebemos, todos os anos, dezenas de grupos de escuteiros que nos procuram para pernoitar e dar apoio em actividades a realizar na Covilhã e na Serra da Estrela.
Em 7 de Dezembro de 2007 foi criada a Associação de Pais e Amigos do Agrupamento Nº 20 que tem por objectivo criar condições e apoiar a prática do escutismo aos escuteiros do Agrupamento.
Fruto de um protocolo assinado com a Direcção Regional da Agricultura da Beira Interior em 2004, temos a funcionar o CESE - Centro Escutista Serra da Estrela. Instalado numa casa situada a 3 km do centro da cidade, já na encosta da Serra da Estrela, é composto por dois “apartamentos” e um enorme espaço envolvente propício a actividades, dos quais se destaca um parque de merendas, campo de futebol e circuito de manutenção. O centro é uma boa base de partida para a exploração da Serra da Estrela. Ao mesmo tempo, é também o local ideal para realizar retiros e acções de formação em perfeita comunhão com a Natureza, muito bela em todo o redor. Utilizado por grupos de escuteiros, estudantes e outras associações é base de actividades a mais de mil visitantes por ano.
Durante estes quase 83 anos de existência, o Agrupamento passou por várias sedes, estando, neste momento, novamente numa situação muito complicada em relação à casa onde estamos instalados, continuando à procura de uma solução que se deseja como definitiva.
Queremos deixar aqui o nosso reconhecimento aos fundadores, pela ideia de pôr em marcha o Escutismo, àqueles que passaram pelas nossas fileiras (já foram alguns milhares) e que de alguma forma deixaram a sua marca, a todas as pessoas e instituições que connosco colaboraram e nos apoiaram nesta grande aventura que já dura há mais de 80 anos.
Para terminar, uma palavrinha aos 126 escuteiros que neste momento fazem parte do Agrupamento; o grande objectivo do Escutismo, ontem como hoje, é formar jovens e adultos autónomos, responsáveis, solidários e comprometidos. Temos a obrigação, através das nossas actividades, de desenvolver as nossas capacidades para continuarmos a crescer como Homens e como Agrupamento.
Paulo Rodrigues
